quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Café no lugar de tinta


ARTISTA PRODUZ OBRAS DE ARTE COM PÓ DE CAFÉ




O trabalho de baristas, que transformam xícaras de café em arte, já é mundialmente apreciado. Mas a norte-americana Karen Eland resolveu ir além. Ela reproduz obras famosas com o uso de café, no lugar de tintas.

A primeira criação nasceu em 1997, e desde então Karen já contabiliza 90 obras com a técnica, com reproduções de Da Vinci a Van Gogh. “Tive a ideia de desenhar com o grão quando estava em uma cafeteria, degustando um expresso e pensando como aquela cor era maravilhosa”, conta. Além de usar o café como matéria-prima, em grande parte das pinturas a barista “introduz” uma xícara com a bebida.















quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Designer de carros indiano cria mesa de sinuca motorizada

Veículo foi desenvolvido pelo indiano Sudhakar Yadav


O Campeonato Mundial de Sinuca, que começa na próxima sexta-feira em Hyderabad, na Índia, contará com um invento projetado especialmente para a ocasião. A mesa de sinuca motorizada é criação do designer de carros Sudhakar Yadav e conta com um assento para o motorista.

Esta não é a primeira invenção estranha do projetista de carros indiano. No ano passado, ele criou um veículo em forma de cigarro gigante para demonstrar seu apoio à lei que proíbe o fumo em locais públicos na Índia.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Menor mãe do mundo está grávida do terceiro filho



Apesar dos perigos da gravidez, Stacey se prepara para ter o terceiro filho.


Uma mulher norte-americana que é considerada a menor mãe do mundo está grávida da sua terceira criança, apesar dos alertas de que sua gravidez poderia ser fatal.

Stacey Herald, 35, mede 71 centímetros e os médicos estimam que o bebê terá metade do tamanho da mãe quando nascer. Apesar dos alertas dos médicos, de que o feto poderia esmagar seus órgãos, ela decidiu prosseguir com a gravidez, alegando que não planejava ter mais filhos, mas que a gravidez é um presente de Deus.

Stacey sofre de uma doença impede que os ossos se desenvolvam. Atualmente, por causa de sua barriga, ela não consegue segurar sua filha mais nova, por isso depende do marido Will para fazer a maioria das tarefas relativas aos filhos, além das tarefas domésticas.

A primogênita do casal, Kateri, nasceu em 2006, e sofre da mesma doença de Stacey. A filha mais nova, Makaya, nasceu em 2008. As duas são maiores que a mãe. Agora, Stacey espera por seu primeiro menino.



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Imagem do telescópio espacial Hubble mostra nascimento de estrelas


Fenômeno registrado ocorre na Galáxia M83, ou ‘Cata-vento do Sul’.
Wide Field Camera 3 foi instalada no Hubble em maio.





A nova câmera (WFC3, de Wide Field Camera 3) instalada no Telescópio Espacial Hubble em maio deste ano captou a mais detalhada imagem de nascimento de estrelas. O processo de formação estelar, flagrado na galáxia espiral M83, é mais rápido, especialmente em seu núcleo, do que o presente na Via-Láctea. A WFC3 (de Wide Field Camera 3) revela estrelas em diferentes estágios de evolução, fornecendo aos astrônomos subsídios para dissecar a história de sua formação. Também é possível visualizar os remanescentes de cerca de 60 explosões de supernovas, as explosões de estrelas massivas, podem ser vistas na imagem, cinco vezes mais nítidos do que os registros anteriores.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Escultura de gelo de 14,6 m entra para o Guinness Book


Uma escultura de gelo construída em Santa Mônica, nos Estados Unidos, entrou para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, como a maior do mundo. Ela tem 14,6 m e foi esculpida por Kevin Roscoe e Peter Slavin, segundo informações da agência AFP.

A escultura, inspirada no personagem Scrapt, do filme A Era do Gelo, precisou de mais de 60 t de gelo. O recorde anterior pertencia ao francês Michel Amann, e foi registrado em 2006, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.






terça-feira, 3 de novembro de 2009

Rachadura gigante em deserto na África pode criar novo oceano


Fenda na Etiópia tem 56 km de comprimento e 6 metros de largura.
Ampliação da fissura, iniciada em 2005, é objeto de nova pesquisa.




Uma fenda aberta em 2005 em um deserto na Etiópia é considerada por alguns geólogos o berço de um “novo oceano”. A rachadura, com 56 quilômetros de extensão e 6 metros de largura, é objeto da curiosidade intelectual de um consórcio de pesquisadores britânicos, americanos e etíopes, que mantêm um site com o diário das investigações. Tudo começou quando o Vulcão Dabbahu, no terminal norte da fissura, entrou em erupção. O magma passou a fluir pela fenda, em um processo chamado intrusão, ampliando-a.


Agora, um estudo publicado na “Geophysical Research Letters” conclui que os processos envolvidos na criação da fissura, no Deserto de Afar, são quase idênticos aos que ocorrem no fundo dos oceanos. “O principal neste estudo é entender se o que está ocorrendo na Etiópia é similar ao que está acontecendo no fundo do oceano, onde é quase impossível irmos”, afirma Cindy Ebinger, da Universidade de Rochester, uma das autoras da pesquisa. “A resposta é ‘sim’, é um processo análogo.”


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

No Feriado de Finados, 'zumbis' se reúnem no Centro de São Paulo

Caminhada de 'mortos-vivos' reúne adultos e crianças.
Evento, realizado também no Canadá e EUA, começou em SP em 2006.




“Quem quer sangue aí?”, perguntava uma mulher enquanto segurava na mão uma embalagem cheia de sangue cenográfico em plena Praça do Patriarca, no Centro de São Paulo. No local aconteceu na tarde desta segunda-feira (2), Feriado de Finados, a concentração para a “Zombie Walk”, uma caminhada que reuniu centenas de “mortos-vivos” pelas ruas da região central.

Famoso em outros países, como Canadá e Estados Unidos, o evento acontece desde 2006 na capital paulista. Os participantes capricham nas ataduras, no sangue pelo corpo e na maquiagem para virar zumbis, vampiros e múmias. A preparação é demorada. O designer Fabionei Santo de Oliveira, de 34 anos, levou cerca de três horas para se maquiar e conseguir criar a ilusão de ter uma lata enfiada na cabeça.

“Eu achei que não ia dar tempo de chegar aqui”, afirmou ele, que há três anos participa da caminhada com o personagem Michael. “Eu gosto muito de make-up e de filmes de terror. A produção faz parte de ficar mais próximo dos filmes”, contou. Segundo ele, o objetivo da caminhada é reunir as pessoas que gostam do gênero.

Oliveira vai à caminhada todos os anos com a namorada, a estudante Marie Bastos, de 18 anos. Por causa do calor, Marie precisava retocar a todo momento a maquiagem dos braços, repletos de sangue cenográfico. “Está secando por causa do calor”, contou a jovem. Segundo ela, a mistura leva glicose líquida e anilina de diversas cores.

A produção do publicitário Bruno Luiggi Manzotti, de 23 anos, demorou cerca de uma hora e levou látex, algodão e corante com mel. Ele imitava o personagem Jason, famoso entre os apaixonados por filme de terror. “O objetivo é trazer o conceito dos filmes B e a gente se divertir”, afirmou. O filme preferido dele é “Sexta-feira 13”, claro. Manzotti conta que assistiu à produção mais de 50 vezes.

Quem chamava a atenção de quem passava era a pequena Nicole, de apenas 2 anos. Ela foi ao evento com os pais, Rafael Caruso, de 21 anos, e Vanessa Moda, de 27 anos. “Ela já cresce sabendo que é uma brincadeira. O único medo dela é de barata”, contou Rafael. A mãe disse que fez uma fantasia de “alma penada” para Nicole. Segundo Vanessa, a menina é muito corajosa. “Ela dorme no escuro, não tem medo.”

Sem o menor medo dos personagens que circulavam pelo Centro de São Paulo, Débora, de 5 anos, andava pela Praça do Patriarca acompanhada da mãe. “Eu não tenho medo”, disse a menina, enquanto puxava a mãe de um lado a outro para ver as maquiagens. “Ela acha diferente”, afirmou a artesã Silania Maria Dantas, de 45 anos. As duas passavam pela região quando viram a concentração da caminhada.

O diretor de arte Fred Aguiar, de 26 anos, levou pelo quarto ano consecutivo a jiboia Lestat para a “Zombie Walk”. “Esse pessoal alternativo curte, assim como eu”, afirmou. Ele não estava maquiado, mas levava a cobra enrolada no pescoço. “Vim só com esse cachecol”, brincava. Muitas pessoas se aproximaram para ver o animal de perto.

Alguns participantes eram veteranos na caminhada. Era a primeira vez, no entanto, que a estudante Amanda Rodrigues Vieira, de 18 anos, participava do evento. “É tão legal essa coisa de zumbi, é diferente”, afirmou. Ela conta que fez o vestido preto que usava. Apesar de estar no meio de apaixonados por filme de terror, ela não é fã do gênero. “Tenho medo”, confessou. Filmes de romance são os seus preferidos.

A designer Michelle Ferrado, de 28 anos, comentou o fato de a caminhada acontecer no Dia de Finados. “É como se fosse uma brincadeira com a morte, mas com todo o respeito”, disse. Segundo ela, as pessoas não deveriam usar a data para ficar “tristes, e lamentando”.